Campanha Salarial: Mesa Central naufraga e greve começa na segunda-feira, 15/04 5u3y2h

Publicado em 10 de Abril de 2024 às 18h15. Atualizado em 17 de Abril de 2024 às 23h19

4x45j

 

* Publicada em 10 de abril de 2024.

A oitava rodada de negociação entre servidores(as) e governo, nesta quarta-feira (10), naufragou. Indiferentes à pressão e ignorando o recado dado pelas bases que foram decisivas na vitória de Lula sobre Bolsonaro, a equipe econômica de Fernando Haddad e Esther Dweck obedeceu à cartilha neoliberal da elite financeira e manteve o reajuste zero em 2024. Mais grave, condicionou até mesmo os indicativos de reajustes para os próximos dois anos ao aceite de um acordo indecoroso, repleto de restrições de direitos.

O surpreendente e até surreal da rodada desta quarta-feira (10), foi a falácia do discurso do governo. Enquanto, de um lado, Lula usava a imprensa comercial para defender a agenda ministerial e o direito de greve, colocando-se como cria direta de movimento paredista, por outro, entre as quatro paredes da reunião da MNNP, o tom do acordo proposto foi flagrantemente antissindical: ou servidores(as) param as greves ou as negociações serão interrompidas.  

Na minuta do “compromisso” apresentada pelo secretário de Relações de Trabalho do Ministério da Gestão e Inovação (MGI), José Lopez Feijóo, o texto foi explícito no parágrafo 2º de seu art. 2º: “Durante o processo de negociação, interrupções (total ou parcial) de serviços públicos implicarão na suspensão das negociações em curso com a categoria específica”.  A bancada sindical protestou.

Mais uma vez o governo reafirmou posição em defesa de soluções injustas e manteve a ideia de reajuste dos penduricalhos: o Auxílio-alimentação ando de R$ 658 para R$ 1000; a Assistência Pré-escolar de R$ 321 para R$ 484,90 e o valor per capita da Saúde Suplementar reajustado em 51%.

Ainda pela proposta, a instalação das Mesas Específicas e Temporárias aconteceria até o mês de julho e o MGI encaminharia ao Congresso Nacional, os projetos de lei à medida que as negociações forem finalizadas.

Para o presidente do ANDES-SN, Gustavo Seferian, o resultado da rodada de negociação com o governo Lula nesta quarta-feira "expressa uma série de violências ao conjunto dos servidores e servidoras. De início, por encolher a já reduzida proposta que existia até então: seguem mantidos apenas os acréscimos nos benefícios, projetando toda e qualquer recomposição remuneratória para as negociações setoriais. Tanto o pagamento do acréscimo dos benefícios quanto a instalação e avanço das mesas setoriais estão condicionados à não realização de greves e paralisações, que suspenderiam as negociações com o governo. Para nós, que temos greve deflagrada para 15 de abril, bem como para outras categorias em greve, se torna uma grande encalacrada."

É greve!
O protesto da bancada sindical na reunião da Mesa Central no MGI frente a atitude antissindical do governo ecoou e reverberou pesado na reunião do Setor das Ifes que se desenrolava no auditório Marielle Franco, na sede do Sindicato Nacional. Por maioria, o setor deliberou pelo início da greve em 15 de abril e com um recado claro: o ANDES-SN está em greve e não abaixará a cabeça para medidas antissindicais ou ameaças de judicialização, como aconteceu no movimento paredista em curso no estado do Ceará.

Professoras e professores da Universidade Federal do Rio Grande (FURG), do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS) – campus Rio Grande já estão em greve desde o dia 8 de abril.

Atualização

No início da noite desta quarta-feira (10), o governo enviou o documento final da proposta apresentada na 8ª rodada de negociação da Mesa Central, recuando na violenta ameaça ao direito de greve de trabalhadoras e trabalhadores. O documento pode ser ado AQUI.

Compartilhe... 256py

Outras Notícias 481n4o
ÚLTIMAS NOTÍCIAS 545w1x
EVENTOS
Update cookies preferences
', closeButton: false }); } $(".search").each(function () { habilitarBotaoBusca($(this).val(), $(".search-submit")); }); $(".search").on('keyup change', function () { var valorBusca = $(this).val(); var botaoBusca = $(".search-submit"); $(".search").each(function () { $(this).val(valorBusca); }); habilitarBotaoBusca(valorBusca, botaoBusca); }); function habilitarBotaoBusca(valorBusca, botaoBusca) { $.each(botaoBusca, function (index, value) { (valorBusca) ? $(value).removeAttr('disabled').fadeTo('fast', 1) : $(value).attr('disabled', true).fadeTo('fast', 0.5); }); } $('#modal-issuu').on('show.bs.modal', function (e) { var itemClicado = $(e.relatedTarget); $('#modal-issuu-body').html(itemClicado.attr('data-issuu')); }); /*Recebe o ID do conteudo e retorna uma lista com os arquivos anexados a ele.*/ $('#modal-').on('show.bs.modal', function (e) { var itemClicado = $(e.relatedTarget); var idConteudo = itemClicado.attr('id'); $("#conteudo-modal-").empty(); $.post( '/midias/anexos_ajax' + '/' + idConteudo, null, function (data) { var conteudo = ''; if (data.quantidade > 0) { conteudo += '
' + ' ' + '
'; } else { conteudo += '
' + ' ' + '
'; } $("#conteudo-modal-").html(conteudo); } , "json"); }); $('#estado-sindicatos').change(function () { var sindicatos = ''; if ($(this).val() != "") { $.post( '/sindicatos/ajax_list/' + $(this).val(), null, function (data) { $('.sigla-input').html(data.sigla); $('.sigla-estado').html('- ' + data.sigla + ' -'); $('#sindicatos-list').html('Carregando...'); if (data.quantidade > 0) { for (var i = 0; i < data.quantidade; i++) { sindicatos += '' + '
' + ' ' + '
'; } $('#sindicatos-list').html(sindicatos); } else { $('#sindicatos-list').html('Nenhum sindicato cadastrado no estado selecionado.'); } }, "json" ); } else { $('#sindicatos-list').html(""); $('.sigla-input').html("---"); $('.sigla-estado').html(""); } });